UNIBAN amplia parque de equipamentos do Mestrado em Farmácia

18 novos equipamentos ajudarão pesquisadores da Universidade no desenvolvimento de processos direcionado ao estudo das células

Por Karen Rodrigues

Desde o mês de julho, o laboratório do Programa de Mestrado Profissional em Farmácia da UNIBAN conta com equipamentos de primeira linha, tornando-o comparável aos laboratórios de pesquisa de ponta, da Capital paulistana.

Ao todo são 18 novos equipamentos, sendo os principais: os Microscópios de Fluorescência, utilizados para culturas celulares; a Lupa, que serve para verificar colônias, células e culturas em placas e garrafas; Ultra Freezer (-86°C) e o Tambor de Nitrogênio de 120 litros, ideais para o congelamento de amostras biológicas, para que assim, possa ser feita a manutenção e perpetuação da pesquisa, permitindo a reprodutibilidade dos estudos num outro momento, porém, utilizando as mesmas células; Estufas de CO², que são encubadoras para o cultivo de células normais, tumorais e tronco; Criostato LEKA para cortes histológicos; Cubas e fontes para eletroforese para DNA e um termociclador utilizado para Real Time PCR, técnica de PCR em tempo real, importante para o acompanhamento do tratamento, sendo possível verificar a quantidade de DNA viral que se pode encontrar nos genes, entre outros.

 

De acordo com a profa. Dra Márcia Regina Machado dos Santos, coordenadora do Mestrado em Farmácia, a importância desses equipamentos para o Programa é muito grande. “Os docentes que trabalham na parte de avaliação biológica, vão poder caracterizar nas culturas de células de microorganismo todos os passos dos metabolismos de ação das drogas. Novos compostos obtidos por produtos naturais, sintetizados pelos nossos pesquisadores, vão ser testados e estes testes vão verificar o efeito que causam nas futuras células. Vamos poder documentar isso através da microscopia. Vamos utilizar técnica de imunofluorescência, que antes não tínhamos equipamento para isso. Vamos amplificar o PCR, acompanhar em tempo real e sequenciar nos equipamentos que já tínhamos”, explica a docente.

A coordenadora afirma que todo esse procedimento ajuda no trabalho de genômica (estudo do genoma), proteômica (estudo do conjunto de proteínas numa célula), vários tipos de células como as tumorais, de polpa dentária, parasitos e microorganismo, sem contar o efeito direto nos experimentos que utiliza animais, realizados no laboratório de farmacologia experimental. “Vamos poder ver cortes de órgãos que estão sendo afetados, extrair DNA desses órgãos e verificar mudanças. É uma série de técnicas e metodologias de biologia molecular e biotecnologia e a parte toda de histologia, microscopia que a gente não tinha aqui no nosso laboratório. Agora vamos usar nos nossos projetos e pesquisas e publicações que vamos fazer e até caracterizar mecanismo de ação e patenteamento que é o que a gente procura”.

Com a aquisição de novos equipamentos, nos próximos anos, será possível a abertura de novos projetos e técnicas realizadas no laboratório. “Vamos abrir linhas diferentes na área de farmacogenômica, epigenética, pesquisas direcionando para células tronco de polpa dentária. A chegada desses novos equipamentos vem acrescentar o que a gente já tinha”.

   

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