Ademar Ferreira dos Santos, 49 anos, José Aguinaldo, 42, e Jonas Gomes, 46. Eles representam uma centena de homens que moram numa das maiores favelas de São Paulo, a Paraisópolis, na zona sul da cidade, com mais de 50 mil habitantes. Ali é fato: ninguém passa fome, embora saibam bem o que é isso. A comida vem graças à Casa da Sopa, entidade fundada há mais de 28 anos. Na hora do almoço, crianças, mulheres, homens e idosos fazem fila na porta do refeitório.
Segunda-feira, dia 17, 13h da tarde. O cardápio é sopa de legumes, pão, salada de folhas verdes e bolo cuca de banana, aguardado pelas crianças com água na boca. A reportagem da Folha Universitária é muito bem recebidas pelos freqüentadores da casa. Eles são em maioria homens (aliás, vi pouquíssimas mulheres lá) e se acomodam em longas mesas à espera da refeição. Segundo o controle feito na entrada da casa, eles eram aproximadamente 96. Antes da distribuição da sopa, porém, uma das voluntárias faz questão de trazer o lado espiritual. Na sequência, o resultado da manhã inteira de trabalho finalmente chega aos estômagos famintos.
Tudo o que a Casa da Sopa recebe vem exclusivamente de doações. Se alguma autoridade esteve por lá foi passagem relâmpago. A entidade aguarda ansiosa o fim da burocracia para finalmente se tornar uma organização não governamental. “Como a nossa instituição não recebe qualquer subvenção oficial, os recursos financeiros são oriundos de doações espontâneas e da renda obtida em eventos festivos, como festa junina, bazares, feirinhas, entre outros”, explica a diretora da entidade, Leonor. |
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