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Opiniões sobre nossos grandes adversários

O jornalista Mauro Beting fala de suas seleções estrangeiras preferidas de todos os tempos, objeto de pesquisa para seu novo livro

Por Karen Rodrigues

Futebol é sinônimo de paixão para o jornalista, comentarista esportivo e palmeirense convicto, Mauro Beting. Um dos nomes mais respeitados da imprensa esportiva, ele lançou recentemente o livro As Melhores Seleções Estrangeiras de Todos os Tempos, pela editora Contexto. Em entrevista exclusiva à Folha Universitária, o jornalista que comenta a paixão nacional por vários veículos de comunicação fala sobre sua nova obra, a Copa do Mundo 2010 e os desafios e prazeres da profissão.

Folha Universitária - Gostaria de saber como despertou o interesse para fazer o livro?
Mauro Beting - Esse livro é uma encomenda da Editora Contexto que está investindo desde o ano passado em livros de futebol. Lançou um ano passado e está lançando o meu e o do Milton Leite este ano e vai lançar até antes da Copa mais quatro ou cinco livros da história do futebol de um modo geral. E mais ou menos dessa linha, o primeiro foi de técnico, os nossos dois agora o meu e do Milton Leite de seleções e os próximos só de melhores goleiros do futebol brasileiro, melhores camisas 10, livros históricos e também para gerar polêmica como é natural do próprio futebol, não só no futebol, mas na vida. Cada vez mais a gente adora fazer listas dos melhores e piores e dentro desse contexto a própria Editora Contexto acabou resolvendo ir por essa linha no futebol. Uma linha histórica porque é uma das principais editoras de história do Brasil e também resolveu fazer história do futebol. E é legal porque não só a Contexto como também outras editoras têm trabalhado muito. E eu mesmo nos últimos tempos só os livros que eu fiz e as encomendas de livros que eu já recebi, ou faço eventualmente prefácio e orelhas daria digamos pra viver de livros (risos), se os autores ganhassem mais dinheiro com eles.

F.U. – Nesse livro você selecionou sete seleções né?
M.B. – Sim, sete seleções estrangeiras. Como o livro do Milton Leite trata das seleções brasileiras, o meu a encomenda era para seleções estrangeiras. Aí a gente, claro, estabeleceu como qualquer seleção alguns critérios. Então os meios básicos foram seleções, além é claro estrangeiras, pelo menos uma seleção de cada país importante ou que fez história importante no futebol, aí já ficamos limitados aos campeões do mundo e ao mesmo tempo as seleções históricas que se não ganharam títulos fizeram história como, por exemplo, a Hungria de 54 e a Holanda na Copa de 74. E não por acaso estão entre as melhores, se não são as melhores entre as sete. Justamente as duas que não ganharam entre as sete são talvez as melhores.

F.U. – Quanto tempo levou pra ficar pronto?
M.B. – O livro levou pouco menos de três meses. Foi uma loucura, porque é absolutamente muito pouco tempo e não deu pra parar nenhum dos meus 10 empregos e não é figura de linguagem, eu trabalho em 10 lugares diferentes. Então eu tive que escrever de madrugada, nos estádios, nos estúdios e contei com a ajuda de dois ótimos jornalistas, André Rocha e Dassler Marques, que me ajudaram em entrevistas, pesquisas, nas observações e coletas de dados. E também ao dono de um acervo fabuloso de um sujeito chamado Gustavo Roman, que tem mais de cinco mil filmes de futebol de jogos completos, na íntegra. E a partir dele eu pude usar como material de estudo. Então eu pude ver e rever todos os jogos das seleções que estão no livro na íntegra. Fora os da Hungria de 54 que não tive acesso ainda às imagens que são realmente poucas e não são integrais. Mas vi jogos da Hungria de 53 então deu pra analisar bem não só o resultado em si, que claro é o que conta no futebol, mas não é sempre o que vale ainda mais numa obra como essa, mas também muito taticamente a formação das equipes com muitos detalhes dos jogos. E o que é legal também é que em cada uma das partidas dessas sete seleções eu tenho a narração com o áudio ambiente, ou seja, o som da torcida. Então tem muita coisa legal assim que não passa batido nos relatos que a gente tinha dos atletas, treinadores, torcedores, jornalistas, então dá pra ouvir o estádio na época. É muito divertido, algumas narrações em húngaro, em holandês é muito divertido ter acesso a isso.

F.U. – E até a Copa do Mundo tem mais algum projeto desse tipo?
M.B. - Olha, tem. A gente até segunda-feira (15/3) a gente está conversando, mas por ser um projeto meio que sigiloso eu não posso abrir ainda muito o jogo né. Dentro do normal, possivelmente até o final do outro ano eu devo fazer mais uns quatro livros. É uma coisa que eu estou adorando fazer, muito legal, muito trabalhoso, mas ao mesmo tempo o resultado final é muito prazeroso.

F.U. – Bom, ano de Copa do Mundo e você tem muita credibilidade para falar de futebol. Então quem você acredita ser o favorito do mundial?
M.B. – Olha, o livro me ensinou muito. Muitos favoritos de véspera acabam ficando como peru, morrendo de véspera né. O futebol também é maravilhoso é fascinante por isso, nem sempre vence o melhor. É meio como a vida você pode fazer tudo certinho, no final dá tudo errado, ou às vezes pode nem fazer tudo muito certo e no final dá tudo muito certo. É mais ou menos como o Brasil do Dunga, você pode até discutir as escolhas do Dunga, muitas das escolhas daqueles que ele chamou, muitos dos que estão ficando de fora e no final das contas está dando tudo certo. Não só pelo lado jornalista, não só como brasileiro e evidentemente e primeiramente um torcedor, não é certeza, mas dá pra imaginar que se tiver uma final lógica as duas melhores seleções hoje, março, as duas melhores seleções são Brasil e Espanha. Não significa dizer que em julho seja. Porque Copa do Mundo e o livro também mostra isso é um festival de verão, no caso vai ser um festival de inverno africano, quem estiver melhor em julho vai ser o funcionário do mês. O que pode não ser eventualmente a melhor equipe.

F.U. – E dessas sete seleções que você cita no livro, tem alguma delas que você acha que se aproxima do futebol da seleção atual?
M.B. - Ainda não. E graças a Deus que ainda não (risos). Porque eu respeito o time do Brasil e não necessariamente eu admiro. A Inglaterra de 66 eu não admiro, respeito. A Argentina do Maradona eu não admiro, eu respeito demais, admiro demais o Maradona, mas não aquele time. Acho até que havia seleções melhores, mas que não foram campeãs e por isso não estão no meu livro. Mas só pra dizer que entre as sete, o Brasil talvez tenha alguma coisa da Itália de 82 e da Argentina de 86. Pelo comprometimento tático, por ser equipes muito discutidas antes da Copa começar e durante a Copa elas acabam resolvendo. Até que o Brasil não tem sido muito questionado, os resultados são inquestionáveis, mas a qualidade do futebol dá pra discutir. Então isso acontece. E mesmo no livro fala muito do Brasil porque a Holanda de 74 ganhou da seleção brasileira, Hungria de 54 ganhou do Brasil e sobre tudo a Itália de 82 venceu aquele maravilhoso time do Telê Santana. Então, dentro do possível eu falo muito, eu enalteço bastante aquele futebol do Brasil de 82.

F.U. – Tem algum jogador, tanto do Brasil ou fora, que você hoje destacaria como os tops?
M.B. – É sempre difícil, até por conta disso de ficar um tempo mesmo na Copa às vezes o cara se machuca, não está legal, tem problema em casa, não dá pra fugir muito do óbvio, ou seja, em forma, o que ele não está Kaká é um que pode desequilibrar, Ronaldinho Gaúcho se fosse convocado, poderia, Luís Fabiano está num grande momento, mas às vezes o cara vem num grande momento, dá uma estafa nele exatamente na Copa, que seria nas férias como vinha o Ceni últimos anos e o cara pode “pifar”. Muitas vezes é uma surpresa mesmo, mas é claro que eu acho, por exemplo, a Argentina vai acabar fazendo uma boa Copa e tem condições do Messi crescer, jogar o que ainda não jogou pela Argentina. A Inglaterra deve fazer um bom mundial com o Rooney está num momento maravilhoso e pode ser um nome. Mas é quase sempre aquela coisa, nomes como esses podem jogar bem ou podem não ir tão bem como o Ronaldinho em 2006 e cobrar muito. Não deve fugir muito disso, mas sempre pinta uma ou outra surpresa de última hora, mas acho que nada muito surpreendente. A final não deve fugir muito de um Brasil e Espanha ou eventualmente de uma Argentina ou Inglaterra, chegando. É por aí.

F.U. – Se você tivesse a oportunidade de fazer sua escalação, quem você não deixaria de fora?
M.B. – Interessante porque eu andei escrevendo sobre isso no Lance. Eu não fugiria muito do time do Dunga, do que ele tem convocado, dos onze primeiros 23, ficando os homens mais fortes que eu não deixaria de fora é certamente o Ronaldinho Gaúcho, o Alexandre Pato, o Renato volante do Sevilla, o Marcelo lateral esquerdo do Real Madrid e para terceiro goleiro levaria o Fábio goleiro do Cruzeiro. No mais, é basicamente o time do Dunga.

F.U. – Ronaldo sem chance?
M.B. – Ronaldo sem chance. Já não confiava muito desde o ano passado, mesmo no ano espetacular dele e agora menos ainda, porque a fase dele não é boa. Normalmente eu só desconfio de quem ainda desconfia do Ronaldo. É um nome histórico, maravilhoso, mas até porque o Brasil está muito bem servido com o Luís Fabiano. Levaria o Adriano. Levaria além do Pato, também o Nilmar. Acho que o Brasil pode, no momento, ‘abrir pé’ do Ronaldo porque ele não tem sido o Ronaldo como antigamente e não tem nenhum desses quatro que somando dá o que já foi o Ronaldo para o futebol mundial. No momento acho que não é necessário o Ronaldo.

F.U. – O Neymar também sem chance?
M.B. – Neymar... olha, se a Copa fosse em dezembro talvez coubesse. Não que eu duvide dele, não que eu acho que não tem imenso potencial. Há dois anos, quando ele nem jogava no Santos uma pessoa em uma entrevista me perguntou como será o ataque do Brasil na Copa de 2014? Olha só, faltando seis anos pra Copa, mas vamos lá. Neymar, aquele moleque do Santos e Pato. Então eu sou um Neymar já de primeira hora. Mas eu ainda acho que até pelas opções que o Brasil tem não carece agora de convocar o Neymar não.

F.U. - Falando um pouco da sua forma de trabalhar, você procura sempre fazer estatísticas dos jogos e resultados. Isso é uma influência do seu pai que é jornalista econômico?
M.B. – Tem. Interessante eu acho que tem influência pelo futebol porque ele é um apaixonado por futebol. Começou e durante os quatro primeiros anos foi jornalista futebolístico, agora a gente faz há seis anos um programa na Bandsports que é o Beting & Beting que a gente fala basicamente de futebol, então não tem jeito. Tenho muito do estilo dele, sem nenhuma competência, mas muito de estilo de pensar agir no dia a dia até em escrever meio parecido e também de trabalho de muito estudo, muita pesquisa e acaba por tabela descambando nesse apreço de uma fissura por números. Ele também evidentemente gosta, mas gosta de tentar entendê-lo. Sou da tese de que contra fatos há argumentos sim, ainda mais no futebol. E eu que sou um apologista da Hungria de 54, da Holanda de 74 que são grandes equipes que não venceram e eu sei que futebol é muito mais do que vitória, mais do que bola na rede, então tento enaltecer até quem não tem os melhores números dos jogos. Agora me irrita muito quando as pessoas não dão a menor pelota para os números, ainda mais no futebol de hoje tão mecanizado, tão esquemático, tão sem saída. Às vezes você, até para neutralizar o adversário, precisa saber as armas dele, e às vezes a estatística te dá alguns caminhos. Então você precisa estar atento a isso, até porque, convenhamos ou não, por mais que a gente gosta do Brasil de 82, de grandes seleções que não foram campeãs. Os salários e o mundo do futebol ainda gira muito em torno do resultado. Então são os números do placar que definem a vitória. Acho que pelo menos a esses números deve ficar muito atento.

F.U. – Jornalismo esportivo é uma área que tem crescido bastante. Mas é uma área difícil?
M.B. – Para entrar é pelo seguinte, embora haja cada vez mais espaço, mais emissoras de televisão, internet, blog e site, a procura também é muito grande. Você vê não só na faculdade, mas no ensino médio, as pessoas querendo cada vez mais ser jornalista, e muita gente querendo ser jornalista esportivo. E não só homens, cada vez mais mulheres. Então é uma concorrência muito acirrada, e vou dizer, bastante qualificada. Cada vez mais. Porque a molecada hoje vê futebol como eu também gostaria de ter visto na idade deles, só que não havia tanto acesso a tudo isso, não havia campeonatos vendidos em tv aberta, não havia tv fechada, internet então era coisa do Flash Gordon. A molecada vem muito bem preparada, sabe muito de futebol. Às vezes tem até mais tempo para assistir a mais futebol que a gente, eu mesmo tenho o cachorro para dar bronca, criança para cuidar. Você tem muito mais chance de ter acesso ao futebol do que se tinha antes, então essa molecada está bem preparada. Dois jornalistas que convidei para trabalhar comigo, eu conheci um no TCC, o outro na minha comunidade do Orkut e são moleques que já estavam começando no blog. Tem blogs excelentes hoje, já estão trabalhando na área e tem um outro moleque maravilhoso que me ajudou no livro chamado Leonardo Bertozi, que eu descobri na internet, fazia um site maravilhoso de futebol internacional. Um dia entrei em contato com ele através do site e disse: “quero te conhecer, vem aqui no Bandsports”, ele foi e até tentei colocá-lo como comentarista do canal, começou lá e está indo super bem. É um cara que dei a primeira chance pelo trabalho que ele fez. Tem alguns moleques que eu conheço de 12, 13 anos que tem blogs fantásticos, só não tem ainda idade para trabalhar, mas já são jornalistas, aqueles que nasceram jornalistas.

F.U. – Muitas pessoas querem entrar nessa área. O que fazer para ter destaque?
M.B. – Eventualmente sorte. Sorte, competência e trabalho. Todos são abnegados, apaixonados como eu era, mas eu não tinha o espaço, por exemplo, que tem hoje. Claro que no meu caso facilita demais eu ser além de filho, sou neto, sobrinho, primo, marido, espero não ser pai de jornalista (risos). Então tem um monte de gente para comentar o trabalho. A cobrança, no caso específico do meu pai, é diária, até hoje as pessoas falam “você só trabalha porque é filho dele”. Ou sou muito burro, porque levei 17 anos para trabalhar junto com ele na profissão e é diferente. Quando eu lembro que sou pago para ver futebol, falar bobagem, viajar, não dá para reclamar. Só dá para querer trabalhar mais e numa área que é absolutamente apaixonante. Eu falo que sou jornalista muito esportivo.Até gosto e acompanho à distância, mas não para comentar vôlei, fórmula 1, automobilismo, esses coisas. Porque eu já não consigo ver todos os jogos que eu gostaria ou precisaria e na hora que tiver um jogo de vôlei eu vou assistir a um filme que existe um monte de filme defasado. O único tempo que tenho eu deixo para a música, que é das minhas paixões, até brinco de ser DJ na noite de vez em quando e filme que é minha paixão absoluta também.

F.U. – Na música você participa do “Ferozes Futebol Clube” né?
M.B. – É. No próximo dia 25 vou fazer o “Ferozes Futebol Clube” que é um portal muito legal de uma molecada que manda muito bem fazendo blogs de futebol e música. Tem comportamento, cultura e eles desde a primeira festa, me convidaram e eu me convido também e é legal que está pintando convites (risos). Até convites profissionais. Durante a Copa uma empresa quer abrir alguns jogos e me convidaram para fazer uma mesa redonda antes dos jogos do Brasil e depois do jogo fazer um som do evento. Como eu vou estar na Copa não vai dar para fazer. Mas é uma coisa absolutamente prazerosa que faço só por diversão e que é muito gostoso ser DJ de vez em quando.

F.U. – Como você consegue conciliar todos esses trabalhos com sua vida pessoal?
M.B. – Acho que por ter nascido numa casa que morava do meu bisavô pra baixo, com 5 anos eu vivia numa casa com 16 pessoas. E dos 16 metade era italiana. Então berra, falam todos ao mesmo tempo, falam alto, então eu desenvolvi, digamos, a capacidade de estar vendo um jogo pensando numa outra coisa, às vezes vendo dois jogos ao mesmo tempo, pensando, falando, comentando na rádio e na tv, escrevendo para o blog, escrevendo coluna ao mesmo tempo. Eu escrevo rápido, não necessariamente bem, mas escrevo rápido e acabo me virando. Hoje em condição de internet, até atualizar por telefone o seu trabalho, você consegue se virar. Não é fácil evidentemente, o duro é que a vida pessoal acaba sendo realmente um pouco sacrificada como em várias outras profissões, principalmente em fins de semana. Mas pelo menos eu tenho uma família maravilhosa, uma mulher que apóia, também é jornalista e viaja muito, meus meninos são apaixonados por futebol e a gente consegue curtir, digamos que os poucos momentos mas intensamente. Eu digo que meu hobby realmente são meus filhos e minha mulher e todo tempo do mundo é para eles.       

F.U. – Qual a idade dos seus filhos?
M.B. - Um de 11 e outro de 8.

F.U. – Não tem chance nenhuma de eles virarem jornalistas?
M.B. – Se Deus quiser, não! (risos) Um quer ser jogador de futebol ou de basquete e o outro piloto de avião. Acho que estou salvo.

F.U. – Bom, eu não tinha como fugir dessa pergunta. A gente sabe que você é palmeirense desde sempre e como você avalia seu time na atualidade?
M.B. – Ah, melhor não avaliar né (risos), brincadeira. Brincadeira não, triste (risos). Mas falando sério, ele perdeu um dos campeonatos mais imperdíveis dos últimos tempos ano passado, para ele e para qualquer time. É uma diretoria repleta de boas intenções, acho que dentro do possível fez tudo certo ano passado. É muito bem intencionada, principalmente, gostam de futebol. Mas como todo palmeirense apaixonado, às vezes a paixão acaba atrapalhando o juízo e as escolhas acabam não sendo felizes. Mas de um modo geral o que parecia sobrar no ano passado e que está faltando é o dinheiro, um elenco melhor, o time está mais fraco do que o ano passado. Mas como os jogadores que chegaram não foram tantos, aparentemente se sairá melhor do que vem sendo. O que não significa dizer que estará à altura do Palmeiras e nem que disputará os títulos que acabou perdendo no passado.

F.U. - Queria que deixasse uma dica para os futuros jornalistas esportivos.
M.B. – Continue vestindo a camisa do esporte, que vale super a pena. Pode trabalhar feito um camelo e vai mesmo. Pode não ganhar muito e trabalhar muito e se vender espaço publicitário e ganhar um dinheiro legal, mas basicamente aqui como manual de auto ajuda, que as vezes auto atrapalha, tente sempre não ser o melhor na profissão, mas o mais feliz. Quase sempre o jornalista esportivo vai ser um dos mais felizes, porque dificilmente você conhece alguém que trabalhe realmente com a sua paixão, seu hobby, com aquilo que você fazia desde criança nos fins de semana, agora você faz todos os dias. Pode cansar um pouco, cansa. Mas que dá um baita prazer, dá. É assim, continuar, perseverar e principalmente escrever, escrever, escrever e reescrever. Quem consegue escrever legal é porque pensa bem, é porque leu bastante. E quem consegue escrever trabalha em qualquer uma das mídias.